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    SERGIPE

    Ricardo Marques cobra fiscalização após série de falhas no abastecimento de água em Sergipe

    11 de setembro de 2026

    Candidato ao Governo pelo PL questiona modelo de concessão, defende auditoria independente e propõe revisão das cobranças em períodos comprovados de interrupção

    Os problemas recorrentes no abastecimento de água em Sergipe levaram o vice-prefeito de Aracaju e candidato ao Governo do Estado pelo PL, Ricardo Marques, a cobrar uma atuação mais rigorosa do poder público. O candidato afirma que a quantidade de interrupções registradas nos últimos meses já ultrapassa a condição de episódios isolados e exige, segundo ele, uma resposta estrutural.

    De acordo com um levantamento elaborado a partir dos comunicados oficiais da Iguá Sergipe, foram identificadas 51 ocorrências relacionadas a interrupções, redução do fornecimento ou intervenções na rede entre 11 de julho e 9 de setembro. O levantamento também aponta pelo menos sete rompimentos de estruturas de abastecimento confirmados nos comunicados.

    O caso mais recente envolveu a Adutora do São Francisco e afetou diretamente o sistema de abastecimento de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros. O problema provocou uma redução de 60% na produção da Estação de Tratamento de Água João Ednaldo.

    Embora a Deso tenha comunicado a conclusão do reparo à meia-noite de 10 de setembro, a normalização não ocorreu de forma imediata em todas as áreas. Nas últimas informações divulgadas, os municípios de Socorro e Barra dos Coqueiros ainda passavam pelo processo de recuperação do abastecimento.

    Para Ricardo Marques, a repetição dos problemas revela fragilidades que precisam ser enfrentadas antes que novos rompimentos ocorram.

    “Quando rompimento de adutora vira rotina, já não pode ser tratado apenas como imprevisto. É sinal de falta de prevenção, planejamento e gestão. O sergipano fica sem água, enfrenta transtornos dentro de casa e ainda recebe a conta normalmente”, afirmou.

    O candidato também direcionou críticas ao Governo de Sergipe e à forma como ocorreu a transição dos serviços depois da concessão do sistema de distribuição de água e esgotamento sanitário, negócio que movimentou mais de R$ 4,5 bilhões.

    Na avaliação de Ricardo, o Estado deveria exercer uma fiscalização mais efetiva sobre o serviço concedido, estabelecendo com clareza quais são as responsabilidades de cada empresa e cobrando o cumprimento dos contratos.

    “O povo não quer assistir à Iguá colocando a responsabilidade na Deso e à Deso empurrando para a Iguá. Cada empresa tem suas obrigações, mas cabe ao Governo do Estado fiscalizar, cobrar resultados e fazer o contrato funcionar. Governador não pode aparecer como porta-voz, apenas para explicar cada nova crise. Precisa proteger o consumidor e exigir solução”, declarou.

    Como alternativa, Ricardo Marques defende a realização de uma auditoria técnica independente para avaliar as condições das adutoras e das redes de distribuição. A proposta inclui ainda a elaboração de um programa permanente de manutenção preventiva e a substituição das tubulações consideradas prioritárias a partir de critérios técnicos.

    O candidato também propõe que os consumidores tenham acesso a cronogramas públicos de abastecimento e normalização por região. Para os locais atingidos por interrupções, ele defende a adoção de medidas emergenciais e uma fiscalização capaz de aplicar penalidades quando houver descumprimento das obrigações previstas.

    Outra medida apresentada é a revisão das cobranças referentes aos períodos em que a interrupção do fornecimento for comprovada.

    “A nossa regra será clara: se não tem água, não pode ter conta cheia. Água é necessidade básica. O sergipano merece respeito, transparência e solução”, concluiu.

    Os números citados pela campanha têm como referência os comunicados oficiais de obras e manutenções publicados pela Iguá Sergipe entre 11 de julho e 10 de setembro de 2026.

    Papo Sergipe

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