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    Vereador de Aracaju cobra Iguá e leva crise do Banco Master à tribuna da Câmara

    10 de setembro de 2026

    Pastor Diego endurece discurso, critica problemas no abastecimento de água e exige que eventuais irregularidades envolvendo autoridades sejam investigadas sem distinção política

    A falta de água nas torneiras e a crise envolvendo o Banco Master foram colocadas no mesmo discurso pelo vereador Pastor Diego (União Brasil), nesta quinta-feira (10), na Câmara Municipal de Aracaju. O parlamentar aproveitou a tribuna para fazer cobranças à Iguá Saneamento e, na sequência, defender que as investigações sobre o banco avancem sobre qualquer autoridade que possa ter relação com eventuais irregularidades.

    Na área do saneamento, o vereador afirmou que o problema deixou de ser pontual diante do volume de reclamações que, segundo ele, chegam de moradores de Aracaju e da região metropolitana. Entre os relatos mencionados estão interrupções no abastecimento, baixa pressão nas redes e fornecimento de água durante a madrugada.

    Pastor Diego também questionou a demora para solucionar vazamentos e rompimentos de adutoras. Durante o pronunciamento, apontou como exemplo um vazamento próximo à antiga sede da Prefeitura de Aracaju e classificou a situação como incompatível com o serviço esperado da concessionária.

    “Não precisa ir muito longe para perceber o problema. Aqui ao lado, na antiga sede da Prefeitura, há uma poça de água provocada por um vazamento que é vergonhoso. Já buscamos providências e, até agora, o problema não foi sanado”, afirmou.

    A cobrança ganhou um tom ainda mais crítico quando o vereador relacionou os problemas de atendimento ao reajuste das tarifas. Para ele, a população não pode arcar com valores maiores sem receber, em contrapartida, uma prestação de serviço considerada adequada.

    “A qualidade do serviço precisa acompanhar as obrigações assumidas pela empresa. Quem sofre na ponta é a população. São problemas essenciais que precisam ser resolvidos com agilidade, mas que, muitas vezes, acabam se prolongando por falta de uma resposta rápida e efetiva”, declarou.

    Depois de tratar de uma questão diretamente ligada ao cotidiano dos aracajuanos, Pastor Diego mudou o foco do discurso e passou a abordar o caso do Banco Master. O vereador defendeu que as investigações avancem e que eventuais responsabilidades sejam apuradas independentemente do cargo ocupado ou do grupo político ao qual pertença o investigado.

    Ao mencionar o relatório da Polícia Federal e as suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro, o parlamentar levantou questionamentos sobre uma possível antecipação de informações relacionadas a uma operação policial.

    “Informações que constam do relatório da Polícia Federal, apontam que após o contato com o ministro Alexandre de Moraes, o banqueiro Daniel Vorcaro antecipou seu voo para Dubai, em meio a informações sobre uma operação que seria realizada pela Polícia Federal. Se confirmadas, essas circunstâncias são extremamente graves e levantam questionamentos sobre um possível vazamento de informações privilegiadas. É uma situação que precisa ser rigorosamente esclarecida, porque coloca em xeque a segurança jurídica e a confiança nas instituições brasileiras”, afirmou.

    O vereador ressaltou, porém, que a apuração deve seguir critérios institucionais e alcançar todos os envolvidos caso sejam encontrados elementos que indiquem irregularidades. Na avaliação dele, a investigação não pode ser utilizada de acordo com conveniências partidárias ou ideológicas.

    “Não pode haver prioridade para partido A ou B, para direita ou esquerda. Se houver governador, senador, ministro, ex-ministro ou qualquer outra autoridade envolvida, todos têm que responder”, disse.

    Pastor Diego encerrou o pronunciamento defendendo uma atuação independente dos Poderes e a adoção de procedimentos transparentes para esclarecer as suspeitas. “Precisamos respeitar o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. É fundamental que esse assunto seja enfrentado e resolvido, com transparência e sem qualquer tipo de privilégio”, concluiu.

    Papo Sergipe

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