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    SERGIPE

    “O Brasil está sendo tomado pelas facções”: Edvaldo Nogueira adota discurso duro sobre segurança e mira Senado

    9 de setembro de 2026

    Em maratona de entrevistas, candidato do PDT defende mudanças nas emendas, mais poder aos municípios e apresenta experiência na Prefeitura de Aracaju como principal credencial para disputar uma vaga em Brasília

    O candidato ao Senado Edvaldo Nogueira (PDT-SE) aproveitou uma sequência de entrevistas nesta terça-feira (8) para assumir um discurso mais contundente sobre segurança pública e apresentar sua candidatura como uma tentativa de levar para Brasília o modelo de gestão que afirma ter desenvolvido durante quatro mandatos na Prefeitura de Aracaju.

    A declaração mais forte veio durante entrevista ao Balanço Geral, da TV Atalaia. Ao tratar do avanço das organizações criminosas no país, Edvaldo fez um diagnóstico direto e cobrou uma reação imediata do Congresso Nacional.

    “O Brasil está sendo tomado pelas facções. É preciso aprovar imediatamente um plano de segurança pública para o país”, afirmou.

    A fala coloca a segurança pública no centro da agenda do candidato e sinaliza uma postura de maior enfrentamento diante de um dos temas que mais mobilizam o eleitorado. Edvaldo também aproveitou a entrevista para defender uma mudança no modelo de distribuição e fiscalização das emendas parlamentares.

    A proposta é estabelecer regras que permitam ao cidadão acompanhar com maior clareza a aplicação dos recursos. Para o candidato, não basta definir o destino das verbas: é necessário tornar pública a execução e criar mecanismos efetivos de controle.

    “Eu vou apresentar no Senado Federal a regulamentação das emendas. Primeiro, do ponto de vista da transparência. Toda emenda, o cidadão tem que saber para onde ela foi colocada. Toda emenda tem que ter prazo de execução e a fiscalização efetiva”, ressaltou.

    O discurso também mira uma das principais reclamações de prefeitos: a dificuldade dos municípios para acessar recursos públicos. Edvaldo pretende levar ao Congresso uma proposta de alteração do pacto federativo para ampliar a fatia de recursos administrada pelas prefeituras.

    “Vou propor uma PEC para alteração do pacto federativo para que os municípios possam ter acesso a mais recursos, para poder resolver a vida das pessoas”, afirmou.

    Ao longo do dia, o candidato passou por três veículos de comunicação. Pela manhã, conversou com Luiz Carlos Focca, na Metropolitana FM. À tarde, participou do Balanço Geral, com Sérgio Cursino, e, à noite, foi sabatinado pela jornalista Iara Lins, na FM Sergipe, em transmissão pelo YouTube.

    Na última entrevista, Edvaldo tentou transformar sua trajetória política em argumento eleitoral. Em vez de apresentar apenas propostas para o futuro, o candidato recorreu à experiência acumulada durante sua passagem pela administração da capital sergipana para justificar a escolha pelo Senado.

    “A minha candidatura ao Senado é em virtude de que eu quero trabalhar cada vez mais para o povo sergipano. Eu quero levar a minha experiência de quatro mandatos de prefeito, eu quero levar a minha experiência da maior transformação operada numa cidade que nós fizemos nas nossas gestões na Prefeitura de Aracaju, para o Congresso Nacional”, afirmou.

    A estratégia adotada por Edvaldo combina temas de forte apelo nacional com pautas diretamente relacionadas aos municípios. Além da segurança e da distribuição de recursos, ele abordou perspectivas econômicas e tecnológicas, mencionando o potencial das terras raras, a expansão dos data centers e os impactos da inteligência artificial sobre o mercado e a preparação do país.

    A sucessão de entrevistas também funciona como uma tentativa de apresentar ao eleitor uma versão de Edvaldo voltada menos para a disputa municipal e mais para questões nacionais. O desafio do candidato será transformar a experiência acumulada na Prefeitura de Aracaju em uma candidatura competitiva para uma das vagas de Sergipe no Senado.

    Ao colocar as facções criminosas, o controle das emendas e a concentração de recursos em Brasília no centro do discurso, Edvaldo tenta ocupar um espaço político que combina segurança, cobrança por transparência e defesa dos municípios — três temas capazes de produzir uma campanha mais combativa na corrida eleitoral de 2026.

    Papo Sergipe

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