A proximidade do fim do convênio entre a Prefeitura de Aracaju e o Ipesaúde acendeu um alerta para o vereador Camilo Daniel (PT). O parlamentar afirma que mais de 3 mil servidores municipais e dependentes podem ser afetados caso o acordo não seja renovado até esta sexta-feira (28).
A preocupação apresentada pelo vereador está relacionada à situação financeira do contrato. Segundo informações recebidas por representantes dos trabalhadores, o município possui um débito estimado em R$ 14 milhões com o instituto. A maior parte desse valor teria sido acumulada durante a administração do ex-prefeito Edvaldo Nogueira.
Camilo Daniel tornou pública a situação e passou a cobrar uma resposta das administrações municipal e estadual. Para o vereador, a discussão sobre quem deve arcar com os débitos não pode colocar em risco o atendimento de quem já utiliza os serviços do Ipesaúde.
“Não podemos aceitar que mais de 3 mil vidas fiquem desassistidas por causa de um impasse entre a Prefeitura e o Ipesaúde. Estamos falando de servidores e de suas famílias, de pessoas que dependem desse convênio para fazer tratamentos, realizar consultas, exames e garantir a continuidade da assistência médica. Uma dívida precisa ser negociada e resolvida, mas a população e os servidores de Aracaju não podem pagar essa conta com a perda do direito à saúde”, afirmou.
O parlamentar também chama atenção para o fato de que a possibilidade de encerramento do acordo já vinha sendo discutida anteriormente. Entre as alternativas consideradas estava a contratação de outro serviço de assistência médica, mas, segundo Camilo, nenhuma solução definitiva foi apresentada até agora.
Com o prazo do convênio chegando ao fim, o vereador defende que as partes envolvidas acelerem as negociações e encontrem uma saída que impeça a interrupção dos serviços. Na avaliação dele, a pendência financeira deve ser tratada separadamente da garantia de atendimento aos servidores.
“É preciso sensibilidade e responsabilidade para resolver esse problema. A Prefeitura precisa assumir a sua responsabilidade e buscar um acordo, e o Governo do Estado também precisa compreender que estamos falando de milhares de pessoas. O que não pode acontecer é uma dívida administrativa se transformar em abandono dos trabalhadores”, declarou.

