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    Home»SERGIPE»Camilo Daniel denuncia risco de corte no atendimento do Ipesaúde para servidores de Aracaju
    SERGIPE

    Camilo Daniel denuncia risco de corte no atendimento do Ipesaúde para servidores de Aracaju

    25 de agosto de 2026

    A proximidade do fim do convênio entre a Prefeitura de Aracaju e o Ipesaúde acendeu um alerta para o vereador Camilo Daniel (PT). O parlamentar afirma que mais de 3 mil servidores municipais e dependentes podem ser afetados caso o acordo não seja renovado até esta sexta-feira (28).

    A preocupação apresentada pelo vereador está relacionada à situação financeira do contrato. Segundo informações recebidas por representantes dos trabalhadores, o município possui um débito estimado em R$ 14 milhões com o instituto. A maior parte desse valor teria sido acumulada durante a administração do ex-prefeito Edvaldo Nogueira.

    Camilo Daniel tornou pública a situação e passou a cobrar uma resposta das administrações municipal e estadual. Para o vereador, a discussão sobre quem deve arcar com os débitos não pode colocar em risco o atendimento de quem já utiliza os serviços do Ipesaúde.

    “Não podemos aceitar que mais de 3 mil vidas fiquem desassistidas por causa de um impasse entre a Prefeitura e o Ipesaúde. Estamos falando de servidores e de suas famílias, de pessoas que dependem desse convênio para fazer tratamentos, realizar consultas, exames e garantir a continuidade da assistência médica. Uma dívida precisa ser negociada e resolvida, mas a população e os servidores de Aracaju não podem pagar essa conta com a perda do direito à saúde”, afirmou.

    O parlamentar também chama atenção para o fato de que a possibilidade de encerramento do acordo já vinha sendo discutida anteriormente. Entre as alternativas consideradas estava a contratação de outro serviço de assistência médica, mas, segundo Camilo, nenhuma solução definitiva foi apresentada até agora.

    Com o prazo do convênio chegando ao fim, o vereador defende que as partes envolvidas acelerem as negociações e encontrem uma saída que impeça a interrupção dos serviços. Na avaliação dele, a pendência financeira deve ser tratada separadamente da garantia de atendimento aos servidores.

    “É preciso sensibilidade e responsabilidade para resolver esse problema. A Prefeitura precisa assumir a sua responsabilidade e buscar um acordo, e o Governo do Estado também precisa compreender que estamos falando de milhares de pessoas. O que não pode acontecer é uma dívida administrativa se transformar em abandono dos trabalhadores”, declarou.

    Papo Sergipe

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