Episódio ocorreu no povoado Brejo, em Lagarto, e levou Gustinho Ribeiro a cobrar investigação sobre o ocorrido
Um ato de campanha em Lagarto terminou em tumulto nesta quarta-feira (30), após Hilda Ribeiro (PP), candidata a deputada estadual e ex-prefeita do município, ser alvo de objetos lançados por uma mulher durante a passagem de uma caravana pelo povoado Brejo, na zona rural da cidade.
Segundo o relato divulgado pela campanha, uma lata de cerveja e um ovo foram arremessados na direção da candidata, acompanhados de ofensas. O episódio provocou reação de Gustinho Ribeiro (PP), deputado federal e candidato à reeleição, que pediu que o caso seja investigado.
Para Gustinho, conflitos entre grupos políticos não devem ultrapassar os limites da disputa eleitoral. O deputado afirmou que o episódio não deve ser tratado como uma situação comum de campanha e defendeu a responsabilização caso sejam identificadas condutas ilegais.
“Lamentável mais esse episódio durante a nossa caminhada. Não compactuamos com nenhum tipo de violência, agressão ou desrespeito, independentemente de lado político. Hilda merece respeito, assim como todos que participam do processo eleitoral. Que os fatos sejam apurados e que a Justiça seja feita”, declarou.
A manifestação também trouxe para o debate a legislação sobre violência política contra mulheres. Desde 2021, a Lei nº 14.192 prevê punições para condutas como assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça contra candidatas ou mulheres que ocupem cargos eletivos quando praticadas com menosprezo ou discriminação em razão da condição de mulher e com o objetivo de dificultar sua participação política.
O Código Eleitoral prevê, nesses casos, pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa.
Gustinho também associou o episódio à trajetória política da candidata, que administrou Lagarto por dois mandatos. Para ele, a participação de mulheres em campanhas eleitorais não pode ser comprometida por episódios de violência ou intimidação.
“Hilda foi prefeita por dois mandatos e hoje é candidata porque tem trabalho para mostrar. Nenhuma mulher pode ser impedida de fazer campanha pelo medo de ser agredida. A violência política de gênero tenta restringir o direito das mulheres de participar da vida pública, e nós não vamos aceitar isso calados”, afirmou.
Até o momento, o relato divulgado pela campanha não apresenta informações sobre eventual identificação da mulher envolvida ou sobre medidas adotadas pelas autoridades após o episódio.
Casos de violência política contra mulheres podem ser denunciados à Justiça Eleitoral por meio dos canais oficiais de atendimento, além do Ligue 180, serviço que recebe denúncias relacionadas à violência contra a mulher.

