O vereador Breno Garibalde utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Aracaju, nesta quarta-feira (12), para cobrar uma resposta das autoridades diante de casos recentes de violência contra animais na capital. O parlamentar pediu uma investigação sobre a morte de gatos e defendeu que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.
Durante o pronunciamento, Garibalde relatou o caso de um gato encontrado esquartejado dentro de um alguidar na Orla de Atalaia. O objeto, utilizado em tradições de religiões de matriz africana, levou o vereador a levantar a possibilidade de que o episódio também esteja relacionado à intolerância religiosa.
Para Garibalde, não há elementos que permitam atribuir o crime às religiões de matriz africana. O vereador afirmou que a associação poderia representar uma tentativa de incriminar essas comunidades e defendeu que a investigação seja conduzida sem conclusões antecipadas.
“Na minha opinião, para incriminar as religiões de matriz africana, porque isso não é uma prática deles”, declarou na tribuna.
O parlamentar pediu que a Delegacia de Proteção Animal (Depama) acompanhe o caso e investigue a autoria. Para ele, além da questão religiosa, existe uma ocorrência criminal que precisa ser esclarecida pelas autoridades.
“A gente precisa de investigação séria em relação a isso. É crime e precisa, sim, achar os culpados”, afirmou.
Garibalde também levou ao debate outro caso ocorrido no bairro Aruana, envolvendo um gato que, segundo o vereador, era cuidado por protetoras e teria sido morto de forma violenta. Ele afirmou que episódios de maus-tratos contra animais têm sido registrados com frequência na capital e citou inclusive casos de atropelamentos que, segundo relatos recebidos por ele, seriam intencionais.
“É uma vida, a gente não pode achar isso normal, a gente não pode normalizar isso”, disse.
A atuação do vereador também trouxe para o debate uma legislação municipal. Garibalde citou a chamada Lei Nazaré Morais, aprovada pela Câmara de Aracaju, que prevê que responsáveis por crimes contra animais arquem com despesas de tratamento veterinário quando houver possibilidade de recuperação.
Na avaliação apresentada pelo parlamentar, porém, a discussão precisa avançar também para a prevenção e investigação dos casos mais graves, especialmente aqueles em que os animais não sobrevivem às agressões.
Ao encerrar o discurso, Garibalde reforçou que a cobrança feita na Câmara envolve tanto o combate aos maus-tratos quanto o enfrentamento à intolerância religiosa. O vereador defendeu que os episódios sejam apurados pelas autoridades e que eventuais responsáveis sejam identificados com base nas investigações.
“Quero registrar aqui o meu repúdio contra qualquer tipo de intolerância religiosa que aconteça no nosso estado e também para que a gente possa combater os maus-tratos aos animais”, concluiu.

