Acordo em discussão envolve cerca de R$ 3 milhões da contribuição patronal e pode garantir a continuidade do plano para mais de 3 mil servidores municipais e dependentes
Uma proposta apresentada pela Prefeitura de Aracaju pode abrir caminho para a retomada do acordo com o Ipesaúde e impedir que milhares de servidores municipais e seus dependentes fiquem sem assistência médica. O município sinalizou o pagamento de aproximadamente R$ 3 milhões referentes à dívida patronal, enquanto a parte atribuída aos servidores deverá ser discutida posteriormente.
O assunto foi tratado nesta terça-feira (1º) durante uma reunião realizada no gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Aracaju. O encontro contou com a participação do vereador Camilo Daniel e teve como objetivo buscar uma saída para o impasse entre o município e o instituto.
A Prefeitura reconheceu a existência do débito e formalizou a proposta de pagamento da parcela patronal. Com a possível entrada desses recursos, o Ipesaúde poderá recompor o caixa e avaliar a continuidade do vínculo responsável pela cobertura dos servidores da administração municipal.
A direção do instituto recebeu a proposta e deverá se posicionar até sexta-feira (4). A decisão será determinante para saber se o atendimento aos beneficiários será mantido.
Já a discussão sobre a parcela relacionada aos próprios servidores ficou para uma segunda etapa. O entendimento firmado na reunião é que esse ponto seja levado diretamente à prefeita Emília Corrêa, evitando que a solução imediata para a dívida patronal resulte em novos custos para os trabalhadores.
Outra possibilidade apresentada durante o encontro partiu do vereador Milton Dantas, que sugeriu a utilização de emendas impositivas dos parlamentares como uma das alternativas para ajudar no enfrentamento do débito.
Para Camilo Daniel, o principal objetivo neste momento é impedir que a disputa financeira entre Prefeitura e Ipesaúde tenha impacto direto sobre os servidores. O vereador defendeu que o instituto considere a proposta apresentada pelo município como uma forma de preservar a assistência médica.
“Agora cabe à direção do Ipesaúde ter sensibilidade para aceitar a proposta da Prefeitura e solucionar a primeira parte do problema, garantindo assim a continuidade dos serviços médicos para os servidores municipais”, afirmou.
O parlamentar também deixou claro que o pagamento dos cerca de R$ 3 milhões não encerra a negociação. Segundo ele, ainda será necessário encontrar uma solução para o restante do débito sem repassar aos servidores a responsabilidade por uma dívida decorrente da relação entre o município e o instituto.
“Vamos continuar defendendo a tese de que o pagamento do restante da dívida não seja feito de forma a prejudicar os servidores municipais”, destacou.
Os próximos passos devem ser definidos em uma nova reunião marcada para terça-feira (8). Até lá, a expectativa é que o Ipesaúde apresente sua posição sobre a proposta e que Prefeitura e vereadores avancem na busca por uma solução para o restante da dívida.
